E vão uns traços algo banais de o serem, algo salientes em exageros relativos. Vagos traços de possibilidade hipotética.
Dia 18:
Tenho no centro de mim a resposta.
E que resposta...
Chama-se prazer, derivado da paz.
Hoje, acarinho-me enquanto duro.
Ça, c'est l'aujourd'hui.
Filosofias conscientes,
visões duras sentidas na pele,
as coisas que acontecem,
tudo à parte.
Eu sou o querer ter-te ao meu lado,
minha pessoa abstracta por vir,
meu Amor.
E para lá deste amor embriagante,
sem causa nem destino?
Este amor absoluto que tanto cega?
Um silêncio, hoje tímido,
hoje verdadeiramente inaudível...
mas sim, um silêncio,
e sobretudo uma voz calada;
uma construção em suspenso.
Dia 19:
Todo este grande manicómio,
todo este grande hospício
alberga-me a incerteza indecisa.
Tenho de voltar a tocar,
isso é certo.
A única ilusão que vale a pena
as vezes necessárias.
Já na realidade, é tentar -
É ir tentando,
quando for caso disso,
quando não houver premeditações
que a façam passar a ser uma outra tentativa,
uma de cumprimento.
Dia 22:
Este contraponto que prevalece antes de seja o que for, que se substitui ao futuro e corrói os inícios, desmorona as pontes, enfurece o vazio, despromove os preenchimentos...
Mais vale é não pensar nisso.
Agora:
E isso custa, especialmente quando há uma dinâmica social dos contentes instalada. Mas talvez eu seja fraco, ou enfraquecido, vá. Lá simples sou, em vários pontos de vista aprendizagens empíricas. De resto, sei que tenho potenciais determinados. Resta verificar na prática as medidas disto e daquilo, e balancear a coisa.
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